3.31.2006

26/04: A Festa


"Helge Klingenfeldt (Moritzen) e a esposa, Elsa (Neumann), oferecem uma grandiosa recepção no hotel que possuem, situado numa idílica paisagem campestre Dinamarquesa, para celebrar o sexagésimo aniversário dele. Entre os convivas contam-se os seus três filhos: Christian (Thomsen), um bem sucedido empresário, que gere alguns restaurantes em Paris; Michael (Bo Larsen), casado com Mette (Dolleris) e com três filhos, revoltado com tudo e todos; Helene (Steen), uma antropologista com tendência para coleccionar namorados de culturas diferentes. Sobre a família paira o "fantasma" de Linda, a irmã que se suicidou meses antes, por motivos ainda desconhecidos. Helene, seguindo um jogo de sinais encontrados no quarto de Linda, e as revelações de Christian, irão abalar uma atmosfera que, até certa altura, era de relativa harmonia."

Good bye Lenin! - adiado para 16/05


«“Goodbye Lenin!” ora opta por uma visão abstracta, ora pelos olhos e voz de Alexander (Jürgen Vogel). Nascido numa Alemanha dividida mas que assiste à queda do muro e à invasão do capitalismo na sua “metade” outrora socialista, Alexander participa, Alexander assiste e Alexander sabe. Mas não a mãe. E convém que nunca venha a sabê-lo... Com o fantasma da morte omnipresente, “Goodbye Lenin!” envereda então por territórios de documentário histórico e pessoal. Alexander tudo faz para que o quarto onde a mãe recupera de um coma profundo seja a cápsula intemporal onde o socialismo ainda prevalece. Ou talvez seja Wolfgang a falar-nos do poder e dos valores dessas raízes, de um contributo que deve ser mesclado com as novas ideias do ocidente para gerar um futuro ideal.»

in RTP,

05/04: Dogville

"Anos 30, Dogville, um lugarejo nas Montanhas Rochosas. Grace (Nicole Kidman), uma bela desconhecida, aparece no lugar ao tentar fugir de gângsters. Com o apoio de Tom Edison (Paul Bettany), o auto-designado porta-voz da pequena comunidade, Grace é escondida pela pequena cidade e, em troca, trabalhará para eles. Fica acertado que após duas semanas ocorrerá uma votação para decidir se ela fica. Após este "período de testes" Grace é aprovada por unanimidade, mas quando a procura por ela se intensifica os moradores exigem algo mais em troca do risco de escondê-la. É quando ela descobre de modo duro que nesta cidade a bondade é algo bem relativo, pois Dogville começa a mostrar seus dentes."

15/03: 11'09''01

"Onze curta-metragens abordando diversos aspectos dos ataques terroristas aos Estados Unidos, ocorridos em 11 de setembro de 2001. Danis Tanovic e Ken Loach relacionam a data do atentado a outros acontecimentos. Idrissa Ouedraogo realizou uma comédia reflexiva sobre Burkina Faso. Samira Makhmalbaf mostra uma professora que tenta explicar o ataque a um grupo de crianças. Sean Penn evoca a vida de uma viúva que morava à sombra das duas torres desabadas. Claude Lelouch descreve as reações de vários surdos ao evento ou que testemunharam o evento. Shonei Imamura recorre às memórias japonesas da Segunda Guerra Mundial e Mira Nair mostra os problemas das minorias étnicas."

in Adoro Cinema,

08/03 : Casamento debaixo de chuva

"Leão de Ouro em Veneza, 2001, Casamento Debaixo de Chuva concretiza-se na interligação de múltiplos personagens que se encontram a propósito de um casamento. Um casamento tradicional indiano, combinado, em que os noivos são apresentados pelos respectivos pais, e para o qual toda a família se desloca, da Austrália aos Estados Unidos, de forma a seguir os diversos dias de rituais. Este tipo de narrativa multilinear não é novidade como estrutura de um filme, mas Casamento Debaixo de Chuva revela-a com simplicidade e com imagens de grande beleza, sob uma boa fotografia."

por Bárbara Barroso in Cdecrítica,

22/02: Fahrenhei 9/11

"Como filme, “Fahrenheit 9/11” mantém o nível de “Bowling For Columbine”, as artimanhas, o espectáculo Mooriano e os desenlaces das tramas que lança, sempre com o seu rosto ora irónico ora a puxar a ruga sentimental e preocupada. Moore não é nenhum gentil samaritano que nos quer defender a todos; os seus objectivos são agressivos, não protectores nem paternais. Mas Moore está aqui como realizador e mentor de um filme, e é sobre o filme que nos devemos centrar. E quanto a isso, fica para a história a imortalidade da cena em que Bush filho pede o apoio para a luta contra o terrorismo e logo a seguir invoca as atenções da imprensa para que vejam o seu fabuloso ‘swing’... It's all about America."